Tiroteio deixa um morto e três feridos durante plebiscito na Venezuela

Uma mulher morreu, e outras três pessoas ficaram feridas, neste domingo (16), quando homens de moto atiraram em opositores que votavam no oeste de Caracas em um plebiscito simbólico contra a Assembleia Constituinte do presidente Nicolás Maduro – informou o Ministério Público.

“A pessoa falecida foi identificada como Xiomara Soledad Scott”, de 60 anos, informou no Twitter o ministro do Interior, general Néstor Reverol, garantindo que uma comissão especial da Divisão de Homicídios da Polícia Científica dirige as investigações.

Em um boletim, o MP disse que foi aberta investigação por uma “situação irregular” no populoso bairro de Catia.

Vídeos divulgados pela imprensa mostram uma multidão fugindo, entre gritos de pânico e detonações, para tentar se abrigar em uma igreja próxima ao posto de votação atacado.

Dirigentes da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) condenaram o episódio e responsabilizaram “grupos paramilitares”. Segundo eles, esses grupos seriam ligados ao governo Maduro.

“Não tinha acontecido nada sério, nada grave, nenhuma tragédia a lamentar, mas Maduro e seu regime viram uma participação em massa no plebiscito e se apavoraram”, declarou em entrevista coletiva a ex-deputada da oposição María Corina Machado, ao responsabilizar o presidente.

“Esses grupos paramilitares agiram à vontade, sem que os corpos de segurança civis e militares agissem”, denunciou.

O prefeito de Sucre, Carlos Ocariz, pediu ao MP “no curto prazo, já, uma investigação para determinar responsáveis e, claro, punir esses responsáveis”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) também denunciou que o jornalista Luis Olavarrieta foi retido por desconhecidos, agredido e roubado durante os incidentes. Ele teria sido levado para um centro de saúde.




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