TERMINA A CPMI DO CACHOEIRA: derrubado o relatório final de Odair Cunha.

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O relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), apresentado há três semanas e alvo de muita polêmica, foi rejeitado pelos parlamentares da CPI do Cachoeira nesta terça-feira (18). Foram 18 votos contra e 16 votos a favor do relatório.

O documento concluia pela acusação de 41 pessoas: para 29, foi recomendado o indiciamento, e para 12, por terem foro privilegiado, foi solicitada a responsabilização. Todas, na visão do relator, têm ou tiveram relação com o esquema ilegal do bicheiro Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar uma quadrilha ligada à exploração de jogos ilegais, envolvendo autoridades e agentes públicos.

Antes da votação do relatório final, Cunha apresentou as alterações que fez após receber as sugestões dos demais integrantes da comissão.

Cunha retirou do seu parecer final o pedido de análise da conduta do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, e de todos os jornalistas citados. Além deles, o vereador Elias Vaz (PSOL-GO) foi excluído da lista dos responsabilizados por “não nos parecer que houve associação para o crime por parte do vereador”. Também foram subtraídos os pedido de indiciamento do superintendente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Marco Aurélio Bezerra da Rocha e do empresário Rossine Guimarães.

Votos em separado

Além do relatório de Odair Cunha, outros cinco foram apresentaram na última terça-feira (11) como votos em separado, espécie de relatórios alternativos, com o intuito de ampliar os pedidos de investigação que não constam no parecer do deputado petista.

O relator não descartou a possibilidade de incluir as sugestões presentes neles em seu relatório final que serão entregues ao Ministério Público.

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), apresentou o primeiro voto em separado com 73 páginas e o pedido de abertura de inquérito para investigar as relações de Cachoeira e a empresa Delta com cinco governadores: Agnelo Queiroz (PT-DF), Marconi Perillo (PSDB-GO), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Sinval Barbosa (PT-MT) e Siqueira Campos (PSDB-TO).

Outro voto em separado foi o do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que pede a responsabilização dos governadores Agnelo Queiroz (PT-DF), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Siqueira Campos (PSDB-TO), do secretário de Relações Institucionais do Tocantins, Eduardo Siqueira Campos, e do deputado federal Sandes Júnior (PP-GO)

Em seu relatório alternativo, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pede investigação das relações da Delta com o governo do Rio de Janeiro.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que também apresentou o voto em separado, destaca que no relatório de Cunha outras 18 empresas, caracterizadas como fantasmas da Delta,  não chegaram a ser investigadas.  O tucano também pede que o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu seja investigado pela suposta participação no desvio de recursos em contratos da Delta com o governo federal.

O deputado Luiz Pitmann (PSDB-DF) também apresentou voto em separado, no qual sugere que sejam escolhidos pela CPI dois senadores e três deputados para que possam acompanhar durante os anos de 2013 e 2014 o o andamento das apurações dos pedidos de investigação e que possam trazer o resultado final das apurações para o Congresso.




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