Serial killer de Goiânia vai a júri popular por morte de jovem grávida, em GO

O juiz da 1ª Vara Criminal de Goiânia, Jesseir Coelho, encaminhou a júri popular o suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, 27, pelo homicídio de Thamara Conceição Silva. A jovem de 17 anos estava grávida quando foi morta com um tiro no peito em uma praça no Setor Central, em junho do ano passado.

Na ocasião, Thamara caminhava na companhia do namorado em direção a uma igreja, quando parou para descansar no banco da praça da Alameda Botafogo com a Rua 3. Segundo o marido relatou na época, um homem se aproximou em uma motocicleta e efetuou o disparo, fugindo em seguida sem levar nada.

Na época, o marido chegou a ser detido minutos após o enterro da vítima, suspeito de tráfico de drogas. A Polícia Civil cogitou que o homicídio tivesse sido motivado pelo envolvimento do rapaz com a comercialização de entorpecentes, mas nada foi provado. Já em outubro, com a prisão do vigilante, a polícia informou que Tiago confessou o crime, além de outros 28 homicídios.

O suposto serial killer já foi encaminhado a júri popular nos processos referentes outras oito mortes: Bárbara Luiza Ribeiro e Ana Lídia Gomes de Sousa, ambas de 14 anos, Juliana Neubia, 22, Lilian Sissi Mesquista, 28, Wanessa Oliveira Felipe, 22, e Carla Barbosa de Araújo, Ana Karla Lemes da Silva e Isadora Aparecida Cândida dos Reis, as últimas três com 15 anos.

A defesa do vigilante já entrou com recurso contra a pronúncia a júri popular nos casos de Bárbara, Ana Lídia, Wanessa e Carla.

Crimes

O vigilante foi preso no dia 14 de outubro do ano passado e aguarda julgamento no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Além de crimes contra mulheres, ele também confessou assassinatos de homossexuais e moradores de rua. Inicialmente, ele confessou 39 mortes. Depois, em depoimentos na companhia de advogados, ele reduziu o número para 29.

Um laudo divulgado pela Junta Médica do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) classificou o vigilante como psicopata. No entanto, ele foi considerado imputável, ou seja, plenamente capaz de responder pelos seus atos.

Na última terça-feira (19), durante audiência sobre a morte da jovem Beatriz Cristina de Oliveira, de 23 anos, Tiago pediu para dar seus próximos depoimentos sobre os crimes dos quais é acusado por meio de cartas. Segundo ele, as sessões na 1ª Vara Criminal de Goiânia são muito tumultuadas. “Posso tentar me lembrar dos crimes melhor se eu puder escrever”, disse o vigilante.

Antes, no dia 28 de abril, Tiago disse durante audiência sobre o homicídio de Thamara Conceição Silva que foi coagido por policiais a assumir diversas mortes das quais é acusado. Ainda segundo o vigilante, ele não se lembra precisamente quem o coagiu durante o depoimento na delegacia e se limitou a dizer apenas que “foram homens”.

A Justiça já condenou Tiago a três anos de prisão em regime aberto por porte ilegal da arma, a mesma que ele teria usado para cometer os crimes. Além disso, ele também terá de pagar uma multa no valor de R$ 241.

Apesar da pena não ser em regime fechado, Tiago está detido em virtude da condenação a 12 anos e 4 meses em regime fechado por ter assaltado duas vezes a mesma agência lotérica do Setor Central, em Goiânia.

 

Marido observa corpo de adolescente grávida morta em banco de praça (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Marido observa corpo de adolescente grávida morta em banco de praça (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

 

Fonte: G1 Goiás




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