PRESA QUADRILHA QUE APLICAVA O GOLPE DO BILHETE PREMIADO

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Áulus Rincon

Em uma ação inédita no Estado, agentes do 5º Distrito Policial (Setor Campinas) prenderam seis homens acusados de aplicar o chamado “golpe do bilhete premiado”. Jorge Luiz Sobério Lima, 46, João Soares de Souza, 74, Francisco Hélio Montelo Tavares, 57, Rafael Oliveira de Sousa, 40, Roberto Oliveira de Sousa, 58, Jaime Oliveira de Sousa, 56 e Emerson Cruz da Silva, 32, segundo a polícia, agiam há pelo menos 15 anos, e conseguiram obter um bom padrão de vida com o dinheiro tomado das vítimas.

Apesar de antigo, o golpe, segundo o titular do 5º DP, Delegado Douglas Pedrosa, ainda fazia de quatro a oito vítimas por semana só em Goiânia. Com um bilhete de loteria nas mãos, João Soares, que afirmava ter chegado do interior e se passava por “matuto”, abordava pessoas de idade que saíam dos bancos e pedia orientação sobre como receber pela premiação. Logo um segundo integrante do bando se aproximava, conferia os números e afirmava estar realmente o bilhete premiado. Em seguida, a vítima era convencida a ir até uma agência da Caixa Econômica Federal para ajudar o “matuto” a sacar a premiação, sob a promessa de que receberia parte do dinheiro.

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Depois de alegar que não teria tempo para retirar o prêmio, o “matuto” afirmava que os dois poderiam ficar com o bilhete, mas alegava que precisava de R$ 20 ou R$ 40 mil pra ir embora. O segundo integrante do bando, então, entrava no banco e saía com uma maleta onde supostamente estaria metade do dinheiro, momento em que a vítima era induzida a sacar quantias que chegavam a até R$ 20 mil para a compra o bilhete em sociedade. Assim que entregava o dinheiro para o suposto dono do bilhete, o “matuto” e os demais integrantes do bando desapareciam.

Em dois meses de investigações, a polícia descobriu que quando não conseguiam convencer a vítima a sacar dinheiro para comprar metade do suposto prêmio, os golpistas passavam a extorqui-la. “Quando percebiam que a pessoa não ia cair no golpe eles a cercavam e afirmavam que sabem onde ela mora e como é sua rotina, momento em que a obrigavam a sacar tudo que ela tinha na conta”, relatou.

Essa, segundo Douglas Pedrosa, é a primeira vez que a polícia goiana consegue prender criminosos que apresentam esse tipo de golpe. Chegar até estes bandidos, segundo o delegado, é muito difícil. “Ocorre que as vítimas ficam com vergonha quando descobrem que só caíram no golpe porque foram gananciosas, daí nem registram ocorrência”.

Os seis acusados, presos por força de um mandado de prisão temporária expedido pela 11ª Vara Criminal de Goiânia, ainda de acordo com o titular do 5º DP, viviam em casas confortáveis e possuíam carros do ano e de luxo. A quadrilha, que atuava também no Distrito Federal e em Belo Horizonte irá responder por extorsão e estelionato. Até agora, seis vítimas já reconheceram os presos.




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