O desespero da mulher de policial que foi torturado e queimado por bandidos

O adeus ao policial militar Neandro Santos de Oliveira é marcado pela emoção. O soldado está sendo enterrado no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Mais de 100 pessoas participam da cerimônia. Parentes e amigos preferiram, até o momento, não falar com a imprensa. A esposa do agente, Cristina Custódio, que está grávida de quatro meses do primeiro filho do casal, era a mais emocionada e precisou ser amparada.

neandro-pm

Horas antes de o corpo de Neandro ser identificado, Cristina já demonstrava apreensão com o resultado do exame:

— A esta hora, uma semana atrás, Deus e as testemunhas sabem o que aconteceu com o Neandro. Foi 23h13m sua última visualização no celular. Estamos esperando o resultado da perícia da arcada (dentária). Deus no controle, sempre.

Preso na manhã desta terça-feira acusado de envolvimento em roubo de cargas, Lucas Silva de Oliveira, de 18 anos, afirmou ter visto como o policial militar Neandro Santos de Oliveira foi capturado e morto, há uma semana, no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio. Lucas contou que Neandro foi vítima de um “bonde” de criminosos na Rua Alcobaça. Ele teria tentado fugir e foi capturado pelos traficantes, que o teriam levado para a comunidade, torturado e queimado o soldado.

A Polícia Civil confirmou nesta terça-feira que um corpo encontrado carbonizado dentro de um carro, um Prisma, na Via Light era do policial militar Neandro Santos de Oliveira. A informação foi dada pelo delegado da Divisão de Homicídios (DH) da Baixada Fluminense, Fábio Cardoso. A identificação só foi feita pela ficha odontológica do cadáver encontrado.

Neandro estava desaparecido desde a última segunda-feira, quando teria ido visitar a casa da mãe, na Baixada Fluminense, por volta de 23h30. O agente teria sido reconhecido por criminosos nas proximidades da comunidade Final Feliz, no Chapadão, na Zona Norte do Rio, segundo a Polícia Militar.

O soldado na Polícia Militar em 2010 e foi trabalhar no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), onde era lotado. De férias, ele saía de casa, em Mesquita, na Baixada Fluminense, para atuar no Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Nas folgas, ele reforçava a segurança em estações do BRT da Barra da Tijuca.

Fonte – G1




10 thoughts on “O desespero da mulher de policial que foi torturado e queimado por bandidos

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: