Incêndio florestal deixa pelo menos 62 mortos em Portugal

O número de mortos em incêndio ocorrido em Portugal subiu para 62 pessoas, segundo novo balanço divulgado pelo governo português na manhã deste domingo. A vila mais afetada é de Pedrogão Grande, na região da Leiria, a 150 quilômetros ao nordeste de Lisboa. Dos 60 feridos, 18 foram transferidos para hospitais e 5 deles estão em estado grave, afirmou o secretário do Interior, Jorge Gomes à agência Lusa. Ele disse que as chamas se propagaram “com muita violência” e “de maneira inexplicável”, avançando em quatro frentes. O governo português decretou a partir deste domingo três dias de luto nacional pelas vítimas.

Até o momento, as causas do incêndio são desconhecidas. O mais provável é que o impacto de um raio em uma árvore seca tenha dado início ao fogo que se alastrou, disse o chefe da polícia nacional aos meios de comunicação portugueses. Portugal, como a maioria dos países da Europa meridional, é propenso a incêndios florestais nos meses secos do verão.

Segundo o jornal português Correio da Manhã, foram identificadas cinco vítimas, entre elas quatro menores. Rodrigo, de 4 anos, estava com o tio num carro e Bianca, da mesma idade, teria morrido enquanto fugia do fogo com a avó. As outras duas crianças, de menos de 8 anos, estavam em outro carro quando foram atingidas pelo incêndio, segundo o jornal. Além de vítimas e feridos, há pessoas desaparecidas e casas destruídas pelo fogo em diversas aldeias próximas ao local. O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro viajaram para o local.

“Infelizmente, esta é certamente a pior tragédia que vimos nos últimos anos em incêndios florestais “, disse ainda muito abalado, o primeiro-ministro português Antonio Costa.

“É uma região que já teve incêndios pelas suas florestas, mas não lembramos de uma tragédia dessas proporções”, disse o prefeito de Pedrogão Grande, Valdemar Alves. “Estou completamente assombrado pelo número de mortes”.

O governo português pediu ajuda do governo espanhol e convocou batalhões militares para apoiar no combate ao fogo. Quase 700 bombeiros e mais de 200 veículos trabalham no combate ao fogo, que ainda não foi controlado. Centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas.

No Vaticano, o papa Francisco, que visitou Portugal no mês passado, mencionou as vítimas em seu discurso semanal: “Estou perto do povo querido de Portugal, atingido por um fogo devastador que está furioso nas florestas em torno de Pedrogão Grande, causando muitos Vítimas e ferimentos. Rezemos em silêncio.”

No sábado, 17, Portugal viveu uma intensa onda de calor, com temperaturas acima de 40 graus em várias regiões. No ano passado, vários incêndios devastaram mais de 100 mil hectares do território de Portugal. Na ilha turística de Madeira, onde o fogo provocou três mortes em agosto, 5.400 hectares foram devorados pelas chamas e 40 casas foram destruídas.




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