Hugo Chávez morreu. Mas, não foi hoje. Mais um capítulo do golpe bolivariano.

CHAVEZ

 

Agindo rápido – A notícia sobre a morte de Hugo Chávez, que ocorreu há algumas semanas, ainda está quente, mas o golpe bolivariano já ganhou um novo capítulo. O que não causa estranheza, pois essa encenação foi combinada em Havana, ao lado do cadáver do líder bolivariano, enquanto o povo acreditava que Chávez se recuperava, fazia exercícios, lia diariamente o Granma e dava ordens de todos os naipes aos seus subordinados em Caracas.

Reza a Constituição da Venezuela que na ausência permanente do presidente da República o comando do país é transferido automaticamente ao chefe da Assembleia Nacional, nesse caso Diosdado Cabello, que deve convocar nova eleição presidencial em no máximo trinta dias. Porém, entre o que está na lei e o que fazem os golpistas há uma enorme diferença.

Por decisão do chanceler Elías Jaua, o atual vice-presidente Nicolas Maduro assumirá a presidência até a convocação de nova eleição. Isso mostra que o chavismo rachou antes do início do velório do caudilho e líder da revolução bolivariana.

Maduro e Cabello travam uma intensa queda de braços nos bastidores do poder, ambos sonhando em ocupar o lugar de Hugo Chávez, que nesta terça-feira (5) foi declarado oficialmente morto.

Presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, Diosdado Cabello tem o apoio de grande parte das Forças Armadas, mais precisamente do Exército. Na reunião da cúpula político-militar convocada às pressas nesta terça-feira e da qual participou Adrián Chávez, irmão de Hugo, o vice Maduro tentou mostrar força ao posar ao lado de militares que lhe declararam apoio e se deixaram filmar e fotografar com o punho cerrado e o braço erguido.

Diferentemente do Nicolás Maduro, o também chavista Cabello fala pouco e age de forma sorrateira e silenciosa. Há nessa briga um sem fim de interesses, muitos deles ilegais. O espólio político-financeiro do chavista é enorme e muito valioso.

Não apenas porque dará acesso a verdadeiras fortunas depositadas no exterior, mas principalmente porque permitirá ao sucessor avançar durante algum tempo em um eldorado sem fim. Mesmo que o povo continue passando necessidades e enfrentando agruras.

Quando a morte de Chávez era comentada apenas por autoridades venezuelanas e agentes do serviço secreto de vários países, Nicolás Maduro tentou estocar Cabello com uma operação de encomenda nos Estados Unidos e que envolvia a Drug Enforcement Agency (DEA). O plano de Maduro malogrou e Diosdado Cabello deu um passo atrás, o que não significa que tenha desistido do seu sonho político.

Não causará surpresa se nos próximos dias, após o sepultamento de Hugo Chávez, surja uma alteração na lei venezuelana permitindo a Maduro a continuar no cargo. Se isso acontecer, a paz na Venezuela será por pouco tempo, porque Cabello joga pesado e conta com o apoio dos militares e dos guerrilheiros das Farc, que facilitam seus negócios no mundo das drogas. Em outras palavras, briga de pitbulls comunistas.




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