Governo de Goiás repudia hostilidades a senadores brasileiros na Venezuela

Governo de Goiás, por meio de nota, repudiou o “tratamento hostil, intimidador e antidemocrático” dado pelo governo da Venezuela à Comitiva de Senadores do Brasil nesta quinta-feira (18). Liderada por Aécio Neves (PSDB), a comitiva brasileira (Aloizio Nunes – PSDB, Cássio Cunha Lima – PSDB, Ronaldo Caiado – DEM, Agripino Maia – DEM e Sérgio Petecão – PSD) desembarcou em Caracas para visitar presos políticos do regime do presidente venezuelano Nicolás Maduro, entre eles Leopoldo López, mas foi alvo de manifestantes. O ônibus que levava os senadores foi cercado por um grupo que gritava “Chávez não morreu, se multiplicou” e ” Fora, fora”.

 

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Confira a nota:

O Governo de Goiás repudia com veemência o tratamento hostil, intimidador e antidemocrático dado pelo Governo da Venezuela à Comitiva de Senadores do Brasil que desembarcou no País nesta quinta-feira (18 de junho) para visitar presos políticos do regime do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Ao governo brasileiro cabe a tomada imediata de posição e a adoção de medidas que rechacem tal conduta, sob pena de nos curvarmos a esse ato de afronta à República Federativa do Brasil, a seus poderes constituídos e ao seu regime democrático, baseado na plena liberdade política e de manifestação de pensamento.

Os relatos dos senadores brasileiros e dos jornalistas que acompanham a comitiva são horrendos e inadmissíveis, tendo em vista que Brasil e Venezuela mantêm plenas relações econômicas, culturais e diplomáticas. Atitudes que são, por definição, típicas de regimes autoritários. É dever do governo venezuelano e um direito dos parlamentares brasileiros a garantia da livre circulação naquele país, bem como o de pleno acesso às instituições públicas.

Lamentamos profundamente o ocorrido, solidarizamo-nos com o Congresso Nacional e com os parlamentares da Comitiva do Senado Federal, e esperamos, com apreensão e ansiedade, a tomada de posição do Governo do Brasil diante dessa afronta aos direitos individuais e políticos, sob pena de ser interpretada como razão inconteste para o rompimento das relações diplomáticas com a Venezuela.

Marconi Perillo
Governador do Estado de Goiás




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