Educação prepara trabalho que considera as diferenças de alunos das culturas quilombola e indígena

Após um trabalho de diagnóstico, a Seduce, por meio da Superintendência do Ensino Fundamental, começou a esboçar uma proposta de educação que respeita as diferenças da cultura quilombola e indígena. Respeito às diferenças, esse é o lema de um trabalho iniciado pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) em 2016 que visa promover o ensino respeitando as especificidades de alunos indígenas e quilombolas.

A proposta direcionada às comunidades quilombolas, inclusive, é tema de uma formação para professores de escolas dos municípios de Teresina, Cavalcante e Monte Alegre, realizada nesta quinta e sexta-feira, dias 18 e 19, em Goiânia.

Mais de 70 professores se reúnem no Hotel Umuarama para participar de apresentações e oficinas com o tema Identidade, Contextualização e Teoria da Ação Docente do Currículo das Escolas Quilombolas. O grupo atende a alunos do 1º ao 9º anos do Ensino Fundamental, Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (EJA).

“A formação continuada tem o objetivo de construir a proposta de educação escolar quilombola, não só para as comunidades kalunga, mas para todas as escolas que têm o currículo que atende este público no estado de Goiás”, explica a coordenadora da Educação do Campo Escolar, Indígena e Quilombola da Seduce, Valéria Cavalcante da Silva.

Entre as diferenças a serem levadas em conta para a proposta de educação diferenciada, estão aspectos como salas multisseriadas e especificidades da cultura quilombola. Para tanto, a Secretaria vai trabalhar com calendário acadêmico diferenciado e Projeto Político Pedagógico próprio para cada escola e sua extensão.

A Seduce atende a 39 comunidades quilombolas em todo o Estado, tanto na zona rural quanto urbana.

Parceria

O trabalho desenvolvido pela Seduce conta com apoio da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), professores e pesquisadores. Professora de português da Comunidade II de Monte Alegre, Lourdes Fernandes de Souza, acredita que o encontro é uma oportunidade de melhorar seu trabalho como docente. “Cada unidade de ensino tem sua realidade, ações, modelo de escola e Projeto Político Pedagógico diferenciado. Isso respeita a realidade de cada aluno”, avalia a professora.




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