Com proximidade da Copa do Mundo, problemas de transporte no Brasil só aumentam

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Os projetos de transportes públicos para modernizar as cidades brasileiras para a Copa do Mundo de 2014 estão sendo reduzidos, adiados ou cancelados à medida que contestações legais, corrupção e falta de planejamento ameaçam tirar dos moradores o legado mais duradouro do torneio.

As 12 cidades-sede, interessadas em usar o evento para reformar a infraestrutura urbana, estabeleceram planos ambiciosos para construir novas linhas de metrô, monotrilhos e corredores de ônibus, mas, faltando 15 meses para o início dos jogos, parece improvável que todos os projetos serão concretizados.

“O legado social muito discutido parece que não vai sair do papel”, escreveu o ex-atacante Romário (PSB-RJ), campeão mundial com o Brasil em 1994 e agora deputado federal, no mês passado em uma coluna de jornal.

“Quase todos os projetos de transportes estão atrasados, alguns foram adiados e vão ser inaugurados somente após a Copa do Mundo e outros foram cancelados.”

Embora os números exatos ainda estejam mudando, pelo menos uma dúzia dos 49 projetos originais mudaram completamente.

Cinco cidades — Brasília, Fortaleza, Manaus, Salvador e São Paulo — não terão as linhas elétricas prometidas, as vias expressas para ônibus ou ligações de metrô prontas, disse Valmir Campelo, ministro do Tribunal de Contas da União, que monitora o planejamento da Copa.

Os organizadores da Copa do Mundo minimizam os contratempos e dizem que as cidades-sede ainda estão sendo transformadas.O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, argumenta que outros grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas de 2012 e 2008, tiveram problemas semelhantes.

“Problemas com o transporte ocorreram em Londres, bem como em Pequim, mas o Brasil está buscando empreender esforços para que todas as cidades-sede sejam as mais confortáveis possíveis em termos de trânsito e de tráfego e, mais importante, muito mais confortáveis do que hoje”, declarou Rebelo em uma teleconferência com repórteres em janeiro.

“Em 2008 e 2009, fizemos pouco ou nada. Você pode chamar de falta de dinheiro, ou vontade, ou competência, mas definitivamente havia falta de algo.”

Mesmo os críticos reconhecem que os contratempos têm contribuído para ampliar o debate.

“Antes de o Brasil ser confirmado como sede da Copa do Mundo, ninguém ou quase ninguém falava sobre os projetos de transporte urbano”, afirmou Campelo. “Agora o termo é amplamente utilizado. Pessoas sabem o que isso significa e falam sobre isso. Nesse sentido, o Brasil aproveitou a oportunidade.”




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