Capriles pede desculpas à delegação de senadores brasileiros na Venezuela

O líder opositor do governo venezuelano e governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, atribuiu ao presidente Nicolás Maduro as dificuldades que os senadores brasileiros enfrentaram em Caracas nesta quinta-feira (18) ao tentar visitar os presos políticos no país.

Viajaram à Venezuela o presidente da Comissão de Relações Internacionais, Aloysio Nunes (PSDB-SP), além dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC), segundo informações da assessoria do PSDB.

De acordo com a assessoria de imprensa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que é um dos integrantes do grupo, os senadores tentaram ir a uma penitenciária, mas o trânsito estava muito ruim devido às vias que estavam bloqueadas.

Diante da dificuldade, a comissão de senadores que viajou ao país nesta quinta-feira (18) decidiu retornar ao Brasil sem cumprir a agenda planejada. O retorno ao Brasil será nesta quinta-feira, mas o horário ainda não foi definido.

‘Sitiados’

De acordo com relatos de Aécio Neves (PSDB-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) pelo microblog Twitter e pelo Facebook, o grupo foi “sitiado”.

O senador Aloysio Nunes informou que a comitiva ficou “tentando sair das cercanias do aeroporto”. “Ficamos por quase meia hora tentando sair das cercanias do aeroporto, mas fomos impedidos. Ouvimos duas justificativas esfarrapadas. A primeira foi a de que o impedimento se deu por causa do transporte de um prisioneiro vindo da Colômbia. A segunda foi uma acidente. Por essa razão, decidimos voltar ao aeroporto e esperar que se resolva esse imbróglio”, postou

Em sua conta no Twitter, Aécio Neves disse que os parlamentares foram “sitiados em via pública” e que a van em que eles estavam foi atacada por manifestantes. “Acabo de falar com o presidente do Senado [Renan Calheiros]. Ele fará um protesto formal sobre as agressões que sofremos e cobrará uma posição da presidente”, publicou o tucano.

Também por meio de sua conta no Twitter, Caiado disse que o grupo não conseguiu sair do aeroporto. “Não conseguimos sair do aeroporto. Sitiaram o nosso ônibus, bateram, tentaram quebrá-lo. Estou tentando contato com o presidente Renan“, postou o senador.

Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmaram na tarde desta quinta que vão cobrar do governo brasileiro reação ao episódio de hostilidade relatado pelos senadores.

Presos políticos

Os senadores brasileiros pretendiam visitar na prisão os opositores Leopoldo López e Daniel Ceballos e se reunir com Antonio Ledezma, que está em prisão domiciliar depois de ser operado no final de abril.

López, que está em greve de fome desde o final de maio, foi detido há 19 meses na prisão militar de Ramo Verde, acusado de promover a violência na capital, enquanto Ceballos está em uma das sedes da polícia política da capital. Ele foi detido em março de 2014 e enfrenta um processo por sua suposta vinculação com as manifestações violentas que ocorreram na cidade de San Cristóbal na época em que era prefeito.

Ledezma foi preso há quatro meses e espera julgamento por sua suposta conspiração contra o governo de Maduro.

O governo venezuelano não comentou a visita da delegação brasileira, que ocorreu poucos dias depois que o ex-premiê espanhol Felipe González para apoiar os opositores presos. A visita de González gerou fortes críticas de Maduro, que denunciou a existência de um eixo internacional que busca legitimar uma “guerra” contra a Venezuela.

Fonte: G1




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